Ídolos de papel


Camisa mostrada por torcedores no jogo Palmeiras x Fluminense

Ídolos do Marketing são bem comuns no âmbito futebolístico atual, o caso mais recente é o da dupla palmeirense Kleber – que já é chamado de Judas – e Valdivia.

Os dois saíram em 2008 e retornaram em 2010 com status de ídolos. E o que eles conquistaram para merecerem tal posto? 1 simples paulistão.

Então, por que em um clube do tamanho do Palmeiras, primeiro campeão mundial, campeão da América, maior vencedor do Brasileirão ao lado do Santos e campeão do século XX, uma dupla que ganhou somente 1, dos 22 paulistões do time alviverde, se tornaram ídolos?

Nesse caso, um fator que pesa é o contexto histórico. A carência da torcida por grandes jogadores, e principalmente, por títulos fez com que a dupla se destacasse, de forma única, em tempos de vacas magras.

Exemplos de ídolos pelo contexto histórico existem vários, Rivelino por exemplo, nunca ganhou nada pelo Corinthians, Basílio é ídolo por causa de um único gol que garantiu um título paulista ao alvinegro, ou melhor, O título paulista.

Essa dupla palmeirense, se tivesse atuado no clube nos tempos da Academia ou na Era Parmalat, seriam somente jogadores que ajudariam a montar um elenco forte, caso saíssem, suas ausências seriam pouco notadas, logo se contrataria alguém à altura e a torcida mal os citaria, lembrando das glórias do passado.

Mas acima do contexto histórico, o que mais existe hoje em dia são ídolos de papéis, criados pelo marketing.

O Marketing é um setor no qual os clubes investem pesado, a torcida vê o rosto desses jogadores exaustivamente, seja em bonecos, campanhas publicitárias ou o próprio nome do jogador em quase todas as camisas expostas nas vitrines. Com pouco tempo de clube e nada conquistado, já se tornam pseudo ídolos.

Ídolo de verdade tem que representar o clube, se identificar, permanecer bastante tempo, se tornar algo na história da agremiação. A imagem do jogador deve se misturar com a do clube. Como se misturam Marcos/Ademir da Guia e Palmeiras, Rogério Ceni/Raí e São Paulo, Marcelinho/Neto e Corinthians, Pelé/Robinho e Santos, Zico e Flamengo, Roberto Dinamite e Vasco, Garrincha/Gérson e Botafogo, etc.

O problema é que vivemos na Era da Informação, onde no futebol, o que reina é o tão falado “profissinalismo” – palavra tão banalizada que, mais da metade dos jogadores que a usam, não sabem nem o que quer dizer -, onde jogadores permanecem pouquíssimo tempo em um clube. Se mantêm ali, enquanto houver lucro.

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Dias melhores virão


Todos sabemos que 2011 já acabou para o Palmeiras, não adianta o torcedor se iludir e achar que o time tem condições de buscar uma vaga na Libertadores do ano que vem. Teremos que nos contentar, novamente, com Copa do Brasil e Sulamericana.

Para o Palmeiras, resta agora começar o planejamento em busca de dias melhores em 2012. Não é certo falar em desmanche, o time tem uma boa base montada, com vários jogadores que são realmente patrimônio do clube, não de um grupo de empresários em busca de bons negócios.

No entanto com esse time não dá para ficar, jogadores como Rivaldo, Tinga, Chico, Ricardo Bueno, cujo empréstimo acaba no final do ano e João Vitor que, depois da agressão da torcida dificilmente ficará, não têm condições de jogar em um clube do tamanho do Palmeiras.

Já Kléber, que desde o imbróglio com o Flamengo vinha apresentando uma falta de vontade de jogar, dificilmente terá sua ausência sentida, o time parece até render e ter mais vontade sem ele em campo.

Quanto ao Valdivia, falando como torcedor, apesar da postura descompromissada, ainda tenho fé que ele mostrará que valeu o investimento do Belluzzo e calará aos críticos, pois sabe que não é um “jogador de twitter” e que pode muito mais.

Com algumas contratações nos setores certos, o time palmeirense tem condições de ter um time titular que possa sonhar com voôs mais altos, no entanto no elenco alviverde a única posição, historicamente, em que se substitui à altura, é a de goleiro. Não temos reservas em nenhuma outra posição, assim como poderá Felipão mudar o rumo de uma partida? Ao olhar para o banco, não vê ninguém.

Jogadores como Patrik, Pedro Carmona, Paulo Henrique e Gerley devem ser mantidos no elenco, são jovens, precisam de oportunidade e principalmente sequência, não adianta os colocar para jogar na fogueira, com o time em crise e esperar que eles resolvam os problemas.

Acima de tudo, além de reforços e manter a base, o que o Palmeiras necessita desesperadamente é paz política e nos bastidores, como eu já disse diversas vezes nesse espaço. Enquanto quem “cuida” do clube continuar pensando nos próprios interesses, deixando o time que torce (se é que torce) de lado, prejudicando e apequenando-o, o Palmeiras nunca voltará a ser o gigante do futebol mundial que sempre foi.

E se o mundo realmente acaba em 2012, que acabe com o Palmeiras campeão!

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O “Grêmio Itinerante”


Grêmio Itinerante

Imagine você, torcedor palmeirense ou de qualquer outra equipe, ver sua paixão mudando de cidade, se afastando da sua torcida, deixando todas as tradições que criou em um local, para criar raízes em terras longínquas, somente levando em conta o fator financeiro.

Será que ainda seria possível o torcedor continuar amando incondicionalmente esse time? Que não pensou na massa que o move, que o apóia em qualquer competição, que sempre guarda o dinheiro suado de todo mês para poder o prestigiar de perto, em sua casa. Mas que só considerou os trocados que ia ganhar a mais com a mudança. Claro que isso não paga as contas, porém um clube de futebol deve ser administrado diferentemente de simples corporações, um clube mexe com sentimentos, com amores e com um pouco de exagero, move vidas. Não é uma simples fábrica que produz e vende peças – jogadores.

Esse deve ser o sentimento dos torcedores – ou simpatizantes – do “Grêmio Itinerante”, que fundado como Grêmio Barueri, em 2010 mudou-se para Presidente Prudente mudando também seu nome para Grêmio Prudente, agora, quase um ano e meio depois retorna a Barueri, e volta a ter seu nome de batismo. Exemplo seguido no início desse ano pel Esportiva de Guaratinguetá, que mudou-se para Americana  junto com seu nome.

Dizem que “o bom filho à casa torna”, porém nesse caso o que fez o filho voltar é o dinheiro do “pai”. O time – empresa – foi vendido para um grupo de empresários que optou por repatriá-lo.

Pelo que parece, o Grêmio segue o modelo das franquias americanas, se muda para onde interessar. No entando essa devia ser uma atitude seriamente repreendida pelas entidades máximas do futebol, mudar de cidade e de nome até é discutível, como aconteceu com Palestra Itália, por represálias, durante a segunda guerra, mas fazer isso quando bem entender? Já que é permitido tal ação, deveria se ter ao menos um prazo mínimo para poder realizar esse tipo de mudança, uma década seria um período razoável.

Mas o foco desse post é deixar claro quais são os interesses dos dirigente do Grêmio Itinerante, em nenhum momento a preocupação deles é criar identificação com uma região, ter cada vez mais torcedores e conquistar títulos. O único objetivo, como próprio tipo de agremiação diz – clube empresa – é gerar lucros, principalmente com venda de jogadores, como uma fábrica que vende tudo o que produz.

Algo que deveria repudiado é visto(?) com naturalidade pela Federação Paulista e pela CBF, que só cobram uma multa para tal ato. E pelo que esses dirigentes andam mostrando, se precisarem sair do Estado de São Paulo, ou até do Brasil para lucrarem mais, farão isso sem pensar duas vezes.

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O primeiro em 8 anos


Evair 93 - Marcelinho 95 - Edilson 99 - Galeano 2000

Depois de oito anos, finalmente teremos novamente o maior clássico do Brasil valendo algo, não simplesmente três pontos em um campeonato de pontos corridos. A nova geração de torcedores não tem nem ideia do que é um Palmeiras x Corinthians disputando um título, ou uma vaga na fase seguinte de uma competição.

A última vez que isso ocorreu foi em 2003, o ano do pesadelo palmeirense, iríamos disputar a série B, mas não sem antes sofrermos mais um pouco, uma eliminação doída para nossos arquirivais na semi finais do Paulista, onde no segundo jogo, em apenas 20 minutos, o placar já mostrava 3×1. Antes do calvário da série B ainda passamos por um dos maiores vexames da nossa história, uma derrota por 7×2 para o Vitória – que já tinha sido o responsável pelo nosso rebaixamento meses antes – em pleno Palestra Itália, que se virou de costas para a equipe.

No entanto o derby da semana que vem nos faz pensar muito mais além do último mata mata entre as duas equipes, fazendo vir a mente os mais marcantes, aqueles que marcaram gerações, e isso, esse clássico, quase centenário, tem de sobra.

  • Paulistão 1954 (Não foi bem mata mata, mas foi o jogo que definiu o campeão): O Campeonato Paulista do IV Centenário da cidade de São Paulo, havia toda uma expectativa para esse campeonato que só foi terminar no início de 55, afinal, é um título que contaria por 100 anos. O empate era do Corinthians, e por mais que o presidente palmeirense – ou palmeirista, como se dizia na época – tivesse ordenado que sua equipe entrasse de azul, para dar alguma sorte, isso não funcionou e o jogo terminou 1×1 com o título ficando para eles.
  • Paulistão 1974: O último título do Corinthians havia sido justamente o de 54, há 20 anos amarguravam uma fila interminável, tudo parecia conspirar para que o sofrimento conrintiano acabasse naquela final contra seu arquirival. No jogo bastava o empate, no estádio maioria absoluta alvinegra, porém no campo, um gol solitário de Ronaldo e ao final do jogo o canto da torcida palmeirense “Zum Zum Zum é vinte um”, em referência há mais um ano de fila.
  • Paulistão 1993: Agora quem passava pela fila era o time de Parque Antártica, depois de perder finais como a da chance do hepta brasileiro – ultrapassando o Santos – em 78 contra o Guarani, e da fatídica final do Paulista de 86 contra a Inter de Limeira. Os alvinegros viam nessa final a chance ideal de se vingar de 74, e deixar os rivais mais alguns anos na fila, e novamente tudo conspirava a favor deles, no primeiro jogo ganharam de 1×0 com direito à imitação de porco do Viola, porém na semana seguinte, o melhor dia dos namorados da vida de qualquer palmeirense, saímos da fila em cima deles, goleando por 4×0, e iniciamos a hegemonia da Era Parmalat.
  • Brasileirão 1994: A primeira decisão de campeonato Brasileiro entre as duas equipes, Palmeiras brigando pelo octa, e Corinthians pelo Bi. O Palmeiras brigava por dois resultados iguais e era favorito, deu a lógica com 4×2 no placar agregado.
  • Paulistão 1995: O Palmeiras tentava o tri campeonato, depois de uma final nervosa, o jogo se encaminha para a prorrogação, e eis que Marcelinho carioca acerta uma falta perfeita e acaba com o sonho palmeirense.
  • Libertadores 1999: Só pela competição que foi, já dispensa explicações. Os dois disputavam as quartas de finais da competição, já haviam se enfrentado na primeira fase duas vezes e uma vitória para cada lado. Porém do lado palmeirense começava a nascer um dos maiores ídolos de sua história, Marcos, que ao final do jogo de ida, foi o principal responsável pela vitória palmeirense por 2×0, um dos melhores jogos de sua carreira, naquele dia o goleiro “pegou até pensamento” e virou divindade, ganhou o apelido de São Marcos. No jogo seguinte o inverso, o Corinthians massacrou o Palmeiras, fizeram 2×0, talvez fariam mais se o jogo não tivesse acabado. No entanto nos penaltis a estrela do recém canonizado goleiro alviverde brilhou novamente, defendeu o penalti de Vampeta, depois de Dinei já ter isolado sua cobrança, então o Palmeiras tinha seu caminho livre para conquistar a América.
  • Paulistão 1999: Essa talvez seja uma das mais polêmicas. O palmeiras disputava duas finais na mesma semana – Libertadores e Paulistão -, por esse motivo, no jogo de ida usou a equipe inteira reserva e pagou o preço, derrota por 3×0. Porém, o segundo jogo era um jogo de festa para os palmeirenses, afinal, quatro dias antes tinham sido campeões da Libertadores, mesmo assim entraram na partida querendo reverter a vantagem, ganhavam o jogo por 2×1, quando o camisa 10 corintiano Edilson fez o gol de empate e logo após começou a fazer embaixadinhas em campo, foi o estopim para uma pancadaria generalizada que encerrou a partida, mas não sem antes algumas provocações do lado palestrino como por exemplo, Paulo Nunes vestindo a faixa da conquista continental e dizendo “a gente tem Libertadores, deixa eles ficarem com o paulistinha”.
  • Libertadores 2000: Para muitos, essa semi final, foi o derby do século, o jogo mais emocionante da história, para os dois lados, sem exceção. O Corinthians tinha um esquadrão, muito superior ao Palmeiras e havia ganho a primeira batalha em um sofrido 4×3. Porém, quem começou ganhando no dia 6 de junho de 2000 foi o time de Palestra Itália, mas ainda no início do segundo tempo sofreu a virada, parecia tudo perdido.  A equipe palmeirense, no entanto, não se abateu  e faltando 20 minutos virou novamente a partida, com um gol espírita de Galeano, um gol que o colocou na galeria de ídolos, para muitos o gol mais importante da história do Palmeiras, e até do clássico. Como se tudo isso não fosse o suficiente, o jogo foi para os penaltis. Os batedores iam se alternando e todos iam acertando, até que chega o último penalti, batido pelo maior ídolo da geração de corintianos da época, Marcelinho, defendido por aquele que cada vez mais se tornava o maior ídolo palmeirense de todas as gerações, ao lado do Divino Ademir da Guia. O lance consagrou a carreira do goleiro e é lembrado até hoje.

O último confronto citado talvez tenha sido o último Palmeiras x Corinthians do tamanho da história e tradição dos dois times, o mata mata de 2003 foi apenas mais um, não marcou época.

Claro que apesar de não haver “decisões” entre os arquirivais há 8 anos, houve jogos marcantes em campeonatos de pontos corridos nos últimos anos, o de 2005 que houve o gol do Tévez anulado, dois em 2007 – 3×0 pro Palmeiras no Paulistão e 1×0 no segundo turno do Brasileirão que o Corinthians brigava para não cair – no Paulistão de 2008, conhecido como o jogo do chororô, onde Valdivia depois de ser provocado a semana inteira marcou o gol e comemorou “chorando” e é claro que não pode ser esquecido os dois de 2009, o primeiro no Paulistão, foi notícia no mundo inteiro, a lenda do futebol Ronaldo voltava a campo depois de novamente a maioria acreditar que sua carreira havia terminado, e como se não bastasse, fez um gol que empatou o clássico nos acréscimos, levando o estádio abaixo, literalmente; e o segundo confronto no primeiro turno do Brasileiro em que o Palmeiras ganhou por 3×0 com três gols do folclórico atacante Obina.

Depois de relembrar alguns derbys que marcaram a história dos dois times, a esperança que fica é que o próximo entre para essa lista, para alegria dos torcedores (ou parte deles), principalmente da nova geração, que terão a chance de ver uma grande partida. E que ganhe o melhor (leia-se Palmeiras).

FORZA PALESTRA!

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“Defesa que ninguém passa”


São Marcos

Como todos devem saber, Marcos só estará em condições de jogo para primeira partida da decisão do estadual, certamente, mesmo que o Palmeiras ainda não esteja na sonhada final, esse “problema” já vem causando dor de cabeça ao Felipão.

Que nosso goleiro é inigualável e maior ídolo da atual geração de palmeirenses, ninguém tem dúvidas. Porém, será que vale a pena arriscar colocá-lo nas finais do Paulista sem ritmo de jogo?

Conta a favor de Marcos muita experiência em decisões (competições como Libertadores e Copa do Mundo fazem parte do curriculum), apoio incondicional da maioria absoluta de torcedores, que se vê representada quando ele está em campo, e certamente, ele saberia como lidar e orientar o resto da equipe em situações adversas. Além é claro, do ponto mais importante, o apoio e confiança da comissão técnica, como expressou o preparador de goleiros Carlos Pracidelli, quando perguntando se a falta de ritmo de jogo atrapalharia o jogador “Se estivéssemos falando de outro goleiro, talvez sim. Mas se tratando de Marcos, não. Pela sua experiência, qualidade e capacidade, não seria a falta de jogos que iria atrapalhar o seu desempenho”.

Por outro lado, alguns fatores nos fazem acreditar que é melhor adiar um pouco o retorno do Marcos. Deola vive grande fase, está tendo uma sequência, que lhe dá ritmo de jogo e faz parte – junto com Danilo e Thiago Heleno – da melhor defesa do mundo na atual temporada – levando em consideração a média de gols sofridos.

Talvez o ideal fosse esperar o Paulista acabar, e então no início do Brasileirão, que é uma competição longa e há espaço para falhas, começar a dar ritmo de jogo ao Marcos.

Mas acima de todos esses fatores que contam a favor e contra o goleiro, deve estar o desejo do Santo, ele tem que se sentir confiante e em condições de ajudar a equipe em jogos tão importantes como podem ser o da sua volta. Conhecendo o profissionalismo de Marcos sabemos que ele não vai querer prejudicar a equipe por vaidade de querer estar na final, pois sempre pensou, acima de tudo, no Palmeiras, e vai contar muito a amizade e respeito ao companheiro Deola, coisa que sempre prezou com seus antigos colegas de trabalho – Sérgio e Diego.

Mas e você torcedor palmeirense? Prefere a segurança que está apresentando Deola, ou a experiência de Marcos, mesmo sem ritmo de jogo? Comente!

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A solução ofensiva do Palmeiras


Os futuros reforços Maikon Leite e Wellington Paulista

As chegadas de Wellington Paulista e Maikon Leite são, com toda certeza, muito aguardadas por grande parte da torcida palmeirense, por mais que sejam dois jogadores preteridos em seus clubes, cairão como uma luva no elenco palmeirense.

Vários fatores levam à torcida a acreditar nisso. O time mesmo com qualidade ofensiva relativamente fraca, lídera o Paulistão e só deixou de marcar em um jogo da temporada. Porém, essa liderança não se deve ao ataque, mas sim a defesa e ao ótimo trabalho do Felipão. O Palmeiras é o clube brasileiro que menos levou gols em 2011, apenas 8 em 19 jogos, e grande parte dos méritos é do técnico, qualquer outro estaria sofrendo com o elenco palmeirense.
Os placares da maioria das vitórias palmeirenses – os subsequentes 1×0 – demonstram a principal deficiência do time, o ataque. Com os dois reforços a tendência é a eficiência aumentar. Wellington Paulista o tão sonhado centroavante que o Palmeiras segue carente desde 2009, e Maikon Leite, um atacante rápido que poderá dividir com Kléber a função de sair da área para buscar jogo e servir o possível camisa 9.

Um outro fator que favorece o entusiasmo dos palmeirenses é o entrosamento que o Gladiador já tem com Wellington Paulista. Os dois fizeram dupla de ataque no Cruzeiro vice campeão da Libertadores, além disto, é o próprio Kléber que vinha pedindo a contratação do amigo e futuro companheiro de clube.

Outras coisas que preocupam os torcedores são a saída de Danilo no meio do ano, ninguém realmente sabe se o reforço Gustavo Bastos, do Mirassol, poderá o substituir à altura e manter a qualidade do setor defensivo e também a falta de peças de reposição em um campeonato longo como é o Brasileirão, caso o time perca algumas durante a competição, será díficil supri-lás, fora isso, as perspectivas são boas, bem diferentes do início do ano.

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Camisa ganha jogo


A tabela de classificação do Campeonato Paulista pode passar falsas impressões da real situação dos times. Ao ser interpretada passa a “imagem” de que o Palmeiras tem um bom time, afinal, divide a liderança do torneio com seus maiores rivais. Sinal de que tem um elenco com a mesma qualidade que eles? Com certeza não.

Se analisarmos friamente cada equipe do Paulistão veremos que o Palmeiras tem um elenco do mesmo nível que a maioria dos times do interior, com duas ou três peças diferenciadas (Marcos, Valdivia e Kleber). Então como um time do mesmo nível dos outros pode estar com o aproveitamento das equipes mais bem servidas de jogadores?

No caso do Palmeiras a camisa – leia-se tradição – e a torcida estão ganhando jogo. Fato que muitos dirão que isso não existe e usarão o velho discurso de que “não existe mais bobo no futebol”. Porém isso se prova o contrário em campeonatos estaduais, podendo até ter um time tão bem qualificado quanto o Palmeiras – caso estivesse jogando contra outra equipe jogaria ofensivamente com o objetivo de ganhar – no entanto por se tratar de um time grande e de tradição, entra com mais precaução em campo, com o objetivo de arrancar qualquer pontinho que for, caso sejam três, ótimo, se perder não faz diferença, já que contavam com a derrota para a sequência do campeonato.

Um bom exemplo do fator camisa é o Mundial de Clubes da FIFA e a antiga Copa Toyota ou Copa Intercontinental, o representante sulamericano pode ter um timasso e contar um elenco de dar inveja em qualquer torcedor adversário, porém ele sempre irá para a disputa do torneio como o azarão (considerando o adversário europeu). O Mundial mais recente em que a camisa pesou na postura de jogo do adversário (não no resultado) foi o de 2005 entre São Paulo e Liverpool da Inglaterra. Apesar do time inglês ser o campeão europeu, seu elenco não se sobressaia em nada ao do time do Morumbi, porém os comandados de Paulo Autuori foram a campo com uma postura totalmente contrária ao que costumava usar em terras sulamericanas, sem dúvidas isso resulta do respeito a camisa e a tradição do time inglês.

Talvez o último time da América do Sul que não se deixou intimidar pela camisa tenha sido o Palmeiras em 1999, contra o também inglês Manchester United. Agrediu o adversário, criou e perdeu chances de gol o do início ao fim, no entanto por uma infelicidade do goleiro Marcos e um erro do bandeirinha que anulou um gol legal do Alex, perdeu. Depois dessa derrota nunca mais se viu o representante da Conmebol com uma postura tão ousada como a do time do Felipão naquele Mundial.

E no caso da torcida, o que a mantém presente no estádio, mesmo quando o time não está a altura da história da agremiação? A paixão e fidelidade do torcedor, a vontade de fazer seu time vencer, acreditar que o seu apoio vai ser o fator diferencial entre uma vitória e uma derrota, entre um título e um vexame. Mas por que torcedores de times do interior não acompanham suas equipes no estádio? Pelo simples fato da equipe ser considerada “time da cidade”(com raras exceções como Guarani e Ponte Preta), normalmente é o segundo time da pessoa, que já torce para uma das principais equipes do estado, e vai ao estádio simplesmente para prestigiar, não com o objetivo de apoiar, vibrar e acreditar que pode ser o fator decisivo.

O vídeo abaixo produzido e divulgado pela Fiat e Case pode demonstrar esse sentimento que faz o torcedor palmeirense, e de qualquer outro clube que não vive um bom momento, continuarem se sacrificando para irem ao estádio e demonstrar todo o amor incondicional que tem por sua paixão, confiando cegamente que poderá ajudar seu time a mudar o rumo das coisas e se reerguer ainda maior.

Obs: Esse post contou com a colaboração do também estudante de jornalismo Vitor Ranieri, dono do blog Samba Safari.

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Família desunida


Desde sua saída da seleção portuguesa – em 2008 -, Felipão não alcança mais o sucesso em um time que jogue a sua maneira.

Talvez muito disso se deva ao fato de que Felipão só conseguiu sucesso quando conseguiu formar “famílias” nas equipes que comandou, é aí que o treinador mostra sua principal qualidade, o time se une de tal forma que parece imbatível.

Isso se evidenciou mais escancaradamente nas seleções que comandou – brasileira e portuguesa -, conseguindo com ambas resultados inquestionáveis, tornando-se um dos técnicos mais cobiçados do futebol mundial. No entando o rumo de sua carreira como tecnico começou a mudar quando acertou sua ida para o Chelsea.

No clube inglês não conseguiu repetir sua fórmula de sucesso, a união.  Mas esse insucesso foi aceitável por uma série de motivos, não conhecia a língua, o povo britânico é frio, não têm sangue quente como os latinos e o estilo de jogo do Felipão necessita de jogadores com raça, que “soem sangue”, e essa característica não passa nem perto de fazer parte da cultura inglesa.

Já o Uzbequistão foi uma passagem sombria de sua carreira, que ninguém realmente sabe se foi bem sucedida, apesar de ter ganho o campeonato nacional, isso não representa nada a nível mundial.

Por outro lado, ao chegar no Palmeiras, clube onde é ídolo, todos acharam que seria a retomada de sua carreira. Seria a chance ideal para ele: trabalhar com um time esfacelado pela crise, com muita desunião, ainda na ressaca do Brasileirão anterior, que haviam deixado escapar pelos dedos. Nada melhor para formar a terceira geração da “Família Scolari”.

No entanto o que anda acontecendo é o contrário, as principais peças do time parecem estar voltados contra ele, até seu capitão e homem de confiança declarou publicamente a insatisfação com o treinador. Talvez ele mesmo tenha cavado sua cova criticando jogadores e expondo problemas internos para a imprensa. Fato que já tem experiência mais do que suficiente para saber que esse tipo de coisa não pode acontecer em um clube de futebol.

O clima para Felipão no Palmeiras parece estar fechando e quem sofre com isso é o torcedor, o medo de que um dos seus ídolos, nessa fase tão difícil, vá embora esmagando ainda mais as já tão repremidas esperanças de tempos melhores. E só quem perde com isso é o Palmeiras, que continua sofrendo com más administrações, troca o capitão mas o rumo do barco continua o mesmo.

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Procura-se inspiração


A criatividade anda escassa pelos lados do Palestra Itália, o time palmeirense não tem capacidade de trabalhar a bola com calma e criar uma jogada, os únicos lampejos que vemos disso são quando a bola passa pelo pé de Valdivia e Kléber. Quando a dupla trabalhou a bola na mesma jogada no clássico de ontem, só podia resultar em uma coisa, gol.

Gol que era para ter saído muito antes, se o Felipão tivesse colocado o time mais ofensivo após a expulsão do Alex Silva, mas até ai é aceitável, já que ao olhar o banco, não ve alternativa de mudar o jogo, apenas trocar seis por meia dúzia, e as vezes até por menos. Outra possibilidade de gol mais diurna seria se tivéssemos um centro avante, assim, depois da expulsão são paulina, havia a oportunidade de testar melhor o Miguel, ou também se tivéssemos mais um meia que saiba jogar com a bola no chão e criar jogadas. Exemplo é o Rivaldo – original – que poderia estar como Palmeiras desde o ano passado, mas não vamos comentar águas passadas.

Um time que não sabe criar, pode até se dar bem em competições mata mata, como na fase final do Paulista, Copa do Brasil e Sulamericana, pois esse tipo de competição muitas vezes são decididas por detalhes, e esses detalhes normalmente são alcançados na base da raça e da superação, porém todo equipe que ganha uma competição mata mata sem setor de criação tem pelo menos um centro avante brigador enfiado na área, para quando aparecer a primeira oportunidade, empurrar para a rede. O jeito é confiar no Felipão, pois ele não é considerado o Rei dos Mata Matas atoa, e todos sabemos de sua capacidade.

No entanto, uma equipe com essas características não tem a mínima perspectiva quando se disputa uma competição de pontos corridos longa como é o Brasileirão, podendo até embalar no início, mas com o tempo vai se desgastando e o ímpeto vai diminuindo, ocasionando perda de posições, o time começa a se arrastar até a última rodada na tentativa de conseguir alguma vaga em competições internacionais do ano seguinte.

E a diretoria mesmo sabendo de todos esses problemas, libera o Lincoln – que não é um meia dos sonhos, mas sabe o que faz com a bola – para procurar outro clube, é muita falta de planejamento mesmo. Se continuar assim, preparem o coração para o resto do ano, pois infartos estarão eminentes.

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A espera do camisa 9


Camisa 9

A torcida pede, o técnico pede, o elenco pede e a diretoria parece não entender. O Palmeiras precisa urgentemente de um “camisa 9″ e isso não é novidade pra ninguém. Não precisar ser um Evair ou um César Maluco, só queremos uma solução rápida e de qualidade.

Desde a saída de Vagner Love – em sua primeira passagem – ninguém caiu bem com a 9 palestrina. Keirrison parecia ser a solução dos problemas, no entanto depois de um começo arrasador decepcionou e saiu pela porta de trás do clube. Logo após K9, chegou novamente o Love, e esse dava certeza a torcida que não teriam mais problemas e que o título brasileiro já estava em nossas mãos, porém ele não conseguiu repetir os bons desempenhos da primeira passagem, brigou com a torcida e ainda fez pirraça pra sair.

O Palmeiras então não conseguiu mais nenhum centro avante de ofício que agradasse a torcida, e esse fato se torna cada vez mais prejudicial ao time. Perdemos pontos contra nosso arquirival Corinthians, e contra o modesto Mogi Mirim. A equipe é superior aos adversários durente boa parte do jogo, cria, cria, cria mas a bola insiste em não entrar, muitas vezes por falta de um legítimo centro avante. Felipão e Kleber já pedem à tempos, mas a diretoria não consegue ninguém.

Desde o ano passado surgem especulações sobre Marcelo Moreno, Adriano, Zé Love, Alecsandro e mais recentemente Grafite, porém nada concretizado e a 9 palmeirense continua de licença trabalhista desde de dezembro de 2009 – Kleber usou ela na Copa Sulamericana pelo simples fato de inscrição, não podia usar a 30.

FORZA PALESTRA!

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