Ídolos do Marketing são bem comuns no âmbito futebolístico atual, o caso mais recente é o da dupla palmeirense Kleber – que já é chamado de Judas – e Valdivia.
Os dois saíram em 2008 e retornaram em 2010 com status de ídolos. E o que eles conquistaram para merecerem tal posto? 1 simples paulistão.
Então, por que em um clube do tamanho do Palmeiras, primeiro campeão mundial, campeão da América, maior vencedor do Brasileirão ao lado do Santos e campeão do século XX, uma dupla que ganhou somente 1, dos 22 paulistões do time alviverde, se tornaram ídolos?
Nesse caso, um fator que pesa é o contexto histórico. A carência da torcida por grandes jogadores, e principalmente, por títulos fez com que a dupla se destacasse, de forma única, em tempos de vacas magras.
Exemplos de ídolos pelo contexto histórico existem vários, Rivelino por exemplo, nunca ganhou nada pelo Corinthians, Basílio é ídolo por causa de um único gol que garantiu um título paulista ao alvinegro, ou melhor, O título paulista.
Essa dupla palmeirense, se tivesse atuado no clube nos tempos da Academia ou na Era Parmalat, seriam somente jogadores que ajudariam a montar um elenco forte, caso saíssem, suas ausências seriam pouco notadas, logo se contrataria alguém à altura e a torcida mal os citaria, lembrando das glórias do passado.
Mas acima do contexto histórico, o que mais existe hoje em dia são ídolos de papéis, criados pelo marketing.
O Marketing é um setor no qual os clubes investem pesado, a torcida vê o rosto desses jogadores exaustivamente, seja em bonecos, campanhas publicitárias ou o próprio nome do jogador em quase todas as camisas expostas nas vitrines. Com pouco tempo de clube e nada conquistado, já se tornam pseudo ídolos.
Ídolo de verdade tem que representar o clube, se identificar, permanecer bastante tempo, se tornar algo na história da agremiação. A imagem do jogador deve se misturar com a do clube. Como se misturam Marcos/Ademir da Guia e Palmeiras, Rogério Ceni/Raí e São Paulo, Marcelinho/Neto e Corinthians, Pelé/Robinho e Santos, Zico e Flamengo, Roberto Dinamite e Vasco, Garrincha/Gérson e Botafogo, etc.
O problema é que vivemos na Era da Informação, onde no futebol, o que reina é o tão falado “profissinalismo” – palavra tão banalizada que, mais da metade dos jogadores que a usam, não sabem nem o que quer dizer -, onde jogadores permanecem pouquíssimo tempo em um clube. Se mantêm ali, enquanto houver lucro.






